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Protestos cobrando reabertura da Ponte da Amizade para caminhões prosseguiram à tarde

Manifestantes interditaram RJ-224, colocando fogo em galhos e pneus

POSTADO EM 24/09/2020 19:04:00 POR: VNOTÍCIA

Caminhoneiros transportadores de cana de açúcar e produtores rurais, que realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira, 24, na Ponte sobre o Rio Itabapoana, voltaram a protestar durante a tarde.


O grupo, que reivindica a liberação do tráfego para veículos acima de 15 toneladas, interditou a RJ-224, colocando fogo em galhos e pneus próximo ao trevo de Batelão de Barra, que dá acesso à ponte.


No fim da tarde, por volta das 17h30, o Corpo de Bombeiros chegou ao local para apagar o fogo e limpar a rodovia, que por volta das 18h30 foi liberada. Os manifestantes aguardam uma posição do Governo do Estado do Rio de Janeiro, através do DER-RJ.


Os protestos desta quinta-feira ocorreram uma semana após o Departamento de Estradas de Rodagens (DER-RJ) limitar o tráfego a veículos de até 15 toneladas. A justificativa comunicada pelo órgão estadual ao Município, em oficio enviado ao Governo Municipal,  é que após uma vistoria técnica na ponte foi identificada a necessidade da adoção de ações “até que seja finalizado o projeto a ser desenvolvido” pelo DER-RJ para a edificação e seus acessos.

 

Entretanto, a medida causou um impacto significativo para o escoamento da produção agrícola, tanto em São Francisco de Itabapoana quanto no Espírito Santo.


"Todo o setor do agronegócio está impactado com essa medida. Tanto os produtos agrícolas produzidos no Espírito Santo, que são escoados para o Rio de Janeiro, quanto os produzidos no Rio de Janeiro, que são transportados para o Espirito Santo, não estão podendo circular, pois o frete pela BR-101 fica inviável", aponta Marcos Antônio, técnico agrícola e gerente da Fazenda Lucahê.  De acordo com Marcos, a recém inaugurada Indústria Dona Chica, em São Francisco de Itabapoana, também está sem receber a mandioca produzida no Espírito Santo. 


Em relação à cana de açúcar, o impacto maior foi para o escoamento do produto para a Usina Paineiras, que fica no Espírito Santo.


Marcos aponta outro problema. "Nós do setor agrícola trabalhamos com produtos perecíveis, que estão estragando por conta da inviabilidade de tráfego pela BR-101. Sem falar no impacto no campo. Sem transporte, o produto não está sendo colhido, diminuindo o emprego na lavoura", alerta. 

 

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